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ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA LUZIÂNIA (Site não oficial).



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HISTÓRIA

Postado por José Egídio

Do Largo da Matriz ao Majestoso Estádio Zequinha Roriz (fazer ilustração)
Onde a Bola Começou a Rolar
O Futebol chegou a Goiás através do estudante goiano Walter Sócrates do Nascimento. Filho de pai capixaba e mãe goiana, nasceu no dia 23 de agosto de 1892. Ele residiu em São Paulo, à Rua Cardoso de Almeida, 953. Engenheiro aposentado era fervoroso torcedor do São Paulo, do qual possuía uma cadeira cativa no Estádio do Morumbi.
O Livro “Do meu Tempo”, do saudoso Albatenio de Godoi publica a seguinte matéria relacionada com o futebol do passado de Goiás, nas paginas 273 e 274:
“Pelo que sei, por ouvir dizer, Archie Rua Mancintyre inaugurou-o na antiga metrópole do Estado, aì pelos idos de 1908. Dele participaram, então, Brasil Caiado, Albatenio e Claro Godoi, Alcenor Cupertino e Francisco Cardoso.
Esse Homem introduziu o futebol
em Goiás.
Sem desmerecer o muito que fez pelo esporte bretão em Goiás, Archie Macintyre manda a justiça esclarecer que o futebol nasceu em Vila Boa em 1907, sob a iniciativa dos estudantes vindos de São Paulo, Walter Sócrates do Nascimento e Renato Marcondes de Lacerda, os quais, articulados com alguns dos estudantes citados, mais Odilon de Amorim, Alberico Camargo, João Monteiro e outros colegas do Liceu de Goiás, resolveram promover “peladas”, quase diariamente, no Largo do Chafariz, onde situava aquele estabelecimento de ensino. Era o início do futebol em Goiás e, no Histórico Vilarejo de Santa Luzia, hoje Luziânia, foi fundado no dia 13 de dezembro de 1746, durante a época da Mineração, pelo Bandeirante Paulista, Antonio Bueno de Azevedo, vindo da cidade mineira de Paracatu. O bate bola teve ínicio no largo da Matriz, era realizado no campo das Cavalhadas, sem as medidas oficiais e os jogadores não usavam uniformes e chuteiras: foi assim o início do futebol em Luziânia e durante muito tempo o lazer da ELITE jovem de Santa Luzia. Capitaneada pelos elegantes Jose Epaminondas Roriz “Juquinha Roriz”, Arnaldo Soter, Seu Hilário, Comendador Germano Roriz, Bernardo Gonçalves, José Joaquim Meireles, “Hermógenes Meireles”, Plácido Campos, Osvaldo de Morais, Pinduca, Gerson José de Araújo, “Dubão”, Delphino Meireles, Tantão de Dadá e tantos outros, era o alvorecer do futebol em Santa Luzia. Porém o Doutor Manoel Gonçalves da Cruz massificou o futebol e todas as classes sociais tiveram a oportunidade de participar do esporte que se tornaria o mais popular do País e de vestirem a camisa da Associação Atlética Luziana.
Anteriormente os jogos eram realizados no campo das Cavalhadas, que no dia 9 de fevereiro de 1926, foi adaptado para a pratica do futebol, tendo Gelmires Reis em sua administração Municipal, reformado o campo de futebol, e substituído por aroeira os quadros do gol, que eram de madeira ordinária. A primeira partida realizada em Santa Luzia, foi no dia 10 de outubro de 1926, agora com os jogadores uniformizados, com camisas, calções, meiões e gorros na cabeça, e foi registrado o empate entre os times AZUL e VERMELHO em 1x1. “Debaixo de gritos alvissareiros e entusiasmados dos torcedores”, assim descreveu o Historiador Gelmires Reis. E no dia 19 de junho de 1926(?).
A FUNDAÇÃO
A fundação da Associação Atlética Luziana, poderia ter sido feita por um cidadão qualquer, porém quis o destino que o Luziânia tivesse o seu início com um craque. Artilheiro, habilidoso e oportunista, Doutor Manoel Gonçalves da Cruz era um mestre na arte de jogar futebol, obstinado, não sossegou enquanto não estivesse o time do Luziania consolidado. Ele veio do estado de Minas Gerais da cidade de Rio Pomba. Jovem agrimensor, boa aparência, inquieto e tremendo paquerador, produzia incríveis lances com suas aventuras amorosas. Tanto saltitou, até que um dia foi fisgado pela “Normalista linda”: casou-se com a filha do professor Alarico Torres Verano, América. Doutor Cruz era um grande desportista, comerciante, professor, pioneiro no nosso automobilismo e ideliazador da fundação da Associação Atlética Luziana no dia 13 de dezembro de 1926, adotando as cores azul Celeste e branco no seu uniforme, junto com um grupo de amigos da Elite jovem de Santa Luzia, constituindo a primeira diretoria do clube. Plácido Campos, Pinduca, Gerson José de Araújo “Dubão”, José Epaminondas Roriz “Juquinha Roriz”, Comendador Germano Roriz, Delfino Meireles, José Joaquim Meireles, “Hermógenes Meireles”, Arnaldo Soter, Tantão de Dadá. Mais tarde, juntamente com o irmão Josué Gonçalves da Cruz e o seu sogro, transferiram residência para Anápolis. No inicio o time da Associação Atlética Luziana realizava jogos amistosos e torneios contra os times das vizinhas cidades de Vianópolis, Orizona, Pires do Rio, Anápolis, Paracatu, Cristalina, Goiânia, Planaltina e Formosa, principalmente em ocasiões de festas tradicionais como a festa do Divino. As maiores rivalidades eram com as cidades de Planaltina e Cristalina. Com a mudança do nome da cidade de SANTA LUZIA para LUZIÂNIA, no dia 31 de dezembro de 1943, através da Lei Estadual n.º 8.305. Tendo no dia 25 de Março de 1945, sido reorganizado pelo Doutor Arione Correia de Morais o time da ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA LUZIÂNIA, que entre os anos de 1946 e 1948, tivera como principais dirigentes o trio de ferro formado por Otávio Carneiro, Sebastião José Carneiro “Taõzinho” e José de Araújo Meireles “Zelão”, que também eram atletas, e para não desagradar aos torcedores dos times do eixo Rio - São Paulo mudou as cores do uniforme do time para VERMELHA e BRANCA semelhantes à do AMERICA do Rio de Janeiro, que tinha a simpatia de todos os torcedores. E a partir do final dos anos cinqüenta, o time mudou novamente a sua denominação, passando a chamar-se Luziânia Esporte Clube. Com a chegada a Luziânia do desportista Doutor Francisco das Chagas Rocha, natural do Rio Grande do Norte, o time mudou o seu uniforme para as cores Preto e Branco e o seu escudo semelhante ao do Santos Futebol Clube, profissionalizando-se em 1963. Tendo disputado o seu último campeonato profissional em 1966, disputou ainda os campeonatos amadores de 1973 e 1974.
Após 18 anos sem participar de competições oficiais, o Clube foi reorganizado no dia 09 de novembro de 1991, pelos desportistas Albino Inácio Soares, José Egídio Pereira Lima e Marlon Nascimento, que tiveram a iniciativa de procurar o Prefeito Zequinha Roriz para que fosse reativado o futebol do Luziânia, alterando novamente a sua denominação, agora para Luziânia Futebol Clube numa sugestão do dirigente Hermes Carneiro. Convidou autoridades e desportistas para uma reunião no COLÉGIO SANTA LUZIA, cedido por HERMES CARNEIRO, antigo jogador do clube. Muita gente compareceu. Teve quem desacreditasse no sucesso da reunião e ficaram dentro do carro, do lado de fora do Colégio. Entretanto, apenas após o inicio da mesma, entraram. Dessa reunião participaram vários políticos, empresários e desportistas: Délio Braz, Oscar Braz Júnior, Osman Roriz, Liosório de Jesus Meireles, Doutor Rubens Soares filho. Depois de varias discussões, houve uma votação sobre a conveniência ou não do Luziânia ser reativado e de participar ou não do campeonato goiano da 2ª Divisão em 1992. Foram 16 votos a favor e 08 contra. Entre os pessimistas estavam Darci de Freitas Abreu, Rui Barbosa Meireles, Afrânio Dimas Meireles, Elmar Carvalho. Houve até quem questionasse – “Quem eram José Egídio Pereira Lima e Albino Inácio Soares para terem tal iniciativa?” . E em 1995, após a aventura no futebol goiano, os desportistas se uniram e resolveram continuar com o legado dos saudosos Doutor Manoel Cruz, Doutor Arione de Morais e Doutor Francisco das Chagas Rocha, reinstalando na nossa cidade o Clube da Associação Atlética Luziânia. Isso tudo após o convite, por parte do então presidente da Federação Metropolitana de Futebol, Tadeu Roriz e do vice Weber Magalhães, para que o Luziânia voltasse a disputar o campeonato Brasiliense. E as condições para aceitar o convite, depois de muita discussão do Conselho Deliberativo e da Diretoria Executiva, foram: a diminuição das despesas com viagens, hotéis e que deveria retornar às origens. No entender dos dirigentes, seria mais viável disputar o campeonato Brasiliense, pois as possibilidades de participar de uma Copa do Brasil, campeonato Brasileiro e até mesmo sonhar com a conquista de um título inédito para a cidade, o de Campeão Brasiliense, seriam maiores. Tendo o presidente Doutor Cecílio Sepúlveda Monteiro, no dia 20 de janeiro de 1995, protocolado uma nova filiação do clube junto a Federação Metropolitana de Futebol, isso porque os documentos do Luziânia Esporte Clube foram queimados em um incêndio no depósito da Federação Metropolitana de Futebol, no estádio “Pelezão”. Optou pelo retorno ao futebol brasiliense, onde foi um dos responsáveis pela implantação do futebol profissional e mais antigo clube da região voltando à sua denominação de fundação e adotou um novo distintivo: a igreja do Rosário, numa sugestão do desportista Albino Inácio Soares e voltando a usar as cores originais no uniforme do clube, o Azul Celeste e o Branco.

ATA de Reativação
Numero: 001
- Aos nove dias do mês de novembro do ano de um mil novecentos e noventa e um, atendendo ao convite feito pelos desportistas Albino Inácio Soares, José Egídio Pereira Lima e Marlon Nascimento da equipe de Esportes da Radio Tropical/AM e também o desportista Hermes Carneiro, compareceram á reunião de reativação do Luziânia profissional, realizada na sala n 01 do Colégio Santa Luzia, com início às 14 horas e 20 minutos, os vereadores da Câmara Municipal desta cidade; Oscar Braz Júnior, José Valdecio, Dr. Rubens Soares Filho, e Liosório de Jesus Meireles; o Deputado Federal Délio Braz, o presidente da Liga do Esporte Amador de Luziânia, Lúcio Marcos Moura, o presidente da liga do Céu Azul, Sebastião da Silva e os senhores Hermes Carneiro, Hildivandes Mariane, Darci de Freitas Abreu, Elmar Carvalho, Clayton Nascimento, José Egídio Pereira Lima, Albino Inácio Soares, Marlon Nascimento, Gilson Soares, Doutor Rui Barbosa Meireles, Edgar José Gomes, Sebastião Batista dos Reis, e. O Superintendente dos Distritos Industriais do Estado de Goiás, Osman Roriz. Presidindo a reunião, Albino Inácio Soares deu abertura à mesma, passando para os presentes o resumo da conversa, onde o prefeito José Roriz Aguiar afirma que é sua intenção reativar o futebol profissional para representar Luziânia na segunda divisão do estado de Goiás, construção do estádio Municipal e entregar a população de Luziânia o Centro Esportivo do Setor Leste que se encontrava em fase final de construção. Os presentes foram informados também pelo presidente da reunião Albino Inácio Soares, que a Federação Goiana de Futebol através do seu presidente Wilson da Silveira de que a Federação Goiana se interessa pela participação do Luziânia no Campeonato Goiano. A documentação solicitada apelo Diretor Técnico da Federação Goiana de Futebol o Sr. Jair Lima deverá ser providenciada para que um clube de Luziânia seja filiado. Lida a relação e as exigências da documentação todos concordaram que não haveria muitas dificuldades, dado ao interesse de todos nesta realização. Foi sugerido ainda por Liosório de Jesus Meireles, que ao invés de filiarmos na Federação Goiana de Futebol, tendo em vista a localização do Município, a facilidade de locomoção, menores gastos e o clube já entraria na primeira divisão e o Luziânia estaria retornando as origens já que era filiado a Federação Metropolitana de Futebol e disputou os campeonato Brasiliense de profissionais na década de 1960 e na fase Amadora nos anos 1970, ao que os demais desportistas levantaram a argumentação de que o campeonato Goiano da 2 divisão tem mais atrativos que a primeira divisão do futebol Brasiliense, que a média de público entre ambos e de 91 (noventa e um) por 1.760 (Um mil, setecentos e sessenta), para a campeonato Goiano. Pedindo a palavra o desportista Rui Barbosa Meireles, perguntou se a documentação deste clube seria para disputar a segunda divisão do ano de 1992. Obtendo resposta afirmativa, alegou que seria guase impossível tal pretensão, pois Luziânia não tem nenhum jogador que poderia ser profissionalizado no momento e que se fizessem um time de futebol profissional sem condições de realizar uma boa campanha, perderia a motivação e poderia morrer no nascedouro. Doutor Rui Barbosa Meireles, expôs ainda, que poderia reativar o time do Luziânia clube profissional e que durante o ano de 1992 fosse preparando os jogadores com condições para o campeonato de 1993. Após essas colocações fez-se a votação, ganhando de 16 (dezesseis) a 08 (oito), a profissionalização no ano corrente. Decidido que seria reativado o Clube o desportista Hermes Carneiro, sugeriu que fosse alterado o nome do Luziânia Esporte Clube para Luziânia Futebol Clube e que mantivesse as cores branco e preto e que se substituisse no escudo a letra E pela F, ficando LFC. Antes porem desta colocação, o deputado Délio Braz, pediu a palavra, e disse que recebeu uma carta do desportista José Egidio Pereira Lima de Luziânia, que o sensibilizou, e por isso estava ali presente para dar total apoio ao esporte de Luziânia, colocando a disposição dos desportistas o seu prestigio como parlamentar e também o seu trabalho e suas empresas e finalizou dizendo que o momento era agora. Após esta colocação, voltaram a discutir a sugestão do desportista Hermes Carneiro a qual foi aceita por todos e alterou o nome para LUZIÂNIA FUTEBOL CLUBE. Dando Prosseguimento a reunião passou a ser discutido o apoio que a prefeitura daria. Com a presença de todos já citados foi escolhido uma comissão que levaria ao prefeito o que era necessário para custear um clube profissional. A comissão ficou formada por Albino Inácio Soares, Marlon Nascimento, Edgar Gomes, Oscar Braz Júnior, Liosório Meireles. Por ser verdade vai a presente assinada por mim MARLON NASCIMENTO e pelo demais participantes presentes.




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